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O que você acrescentaria nesta lista? 

Um abraço, Suzy

 

TEM COISA MELHOR?

Se apaixonar pela pessoa certa e ser correspondido.

Rir a ponto de não agüentar mais.

Um banho de cachoeira.

Aquela encarada de fazer tremer.

Receber e-mail de alguém que você gosta e que não manda nunca.

Dirigir por um lindo caminho.

Escutar sua música favorita cantada por quem você gosta.

Deitar na cama e escutar a chuva cair.

Cheiro de terra molhada.

Pegar aquela chuva de verão e dar um beijo na chuva.

Toalhas ainda quentes, recém passadas. 

Uma ligação de alguém que está distante.

Experimentar novas comidas em boa companhia.

Uma boa conversa.

Achar uma nota de R$ 50 esquecida dentro de um bolso.

Rir de você mesmo(a).

Ligações depois da meia-noite que duram horas.

Rir sem motivo nenhum.

Ter alguém pra dizer o quanto você é linda(o).

Rir de algo que acabou de lembrar.

Amigos.

Acidentalmente ouvir alguém falando bem de você.

Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais algumas horas.

Ter alguém mexendo no seu cabelo.

Sonhar com coisas boas.

Realizar um sonho antigo.

Conhecer novos lugares.

Rever fotos de momentos especiais.

Ganhar um jogo super disputado.

Ir a um ótimo show.

Receber dos amigos biscoitos feitos em casa.

Passear segurando na mão de alguém que você realmente gosta. 

Contemplar o nascer do sol ou o por do sol.

Ver a expressão no rosto de alguém quando recebe um presente surpresa.

Conseguir enxergar essas pequenas coisas boas da vida e saber dar muito valor a isso.

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A águia é uma ave muito interessante. Vive em torno de 70 anos e simboliza força, persistência, grandeza.  Desde filhote ela tem desafios a vencer. Uma novidade foi saber que por volta dos seus 40 anos, ela precisa se retirar durante uns 150 dias e esperar para que se troque o bico e as unhas, que nesta idade estão bastante frágeis.

É um momento onde ela enfrenta este desafio ou morre. Para voar mais e mais longe, às vezes precisamos de uma ajuda….

Um abraço, Suzy.

EMPURRÃO…

Por  David McNally

   
A águia empurrou, gentilmente,
seus filhotes para a beirada do ninho.

Seu coração acelerou com emoções conflitantes,
ao mesmo tempo em que sentiu a resistência
dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar
tem que começar com o medo de cair?
Pensou ela.
O ninho estava colocado
bem no alto de um pico rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar
para sustentar as asas dos filhotes.
E se justamente agora isto não funcionar?
Ela pensou.

Apesar do medo, a águia sabia,
que aquele era o momento.
Sua missão estava prestes a se completar,
restava ainda uma tarefa final: o empurrão.
A águia encheu-se de coragem.

Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas,
não haverá propósito para as suas vidas.
Enquanto eles não aprenderem a voar,
não compreenderão o privilégio,
que é nascer águia.
O empurrão era o melhor presente
que ela podia oferecer-lhes.
Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo.
E eles voaram!

Às vezes, nas nossas vidas,
as circunstâncias fazem o papel de águia.
São elas que nos empurram para o abismo.
E quem sabe não são elas,
as próprias circunstâncias,
que nos fazem descobrir,
que temos nossas  próprias asas para voar.
 
Imagem – Bald Eagle Study – R. H. Gagnon

Este texto é uma tradução do original “Hay que buscarse un Amante” e que concordo plenamente! Faz bem  pra saúde do corpo e da alma.

Um abraço!!!!

  

ARRANJE UM AMANTE

Dr. Jorge Bucay

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto… Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”.

E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com “ir levando”; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … da SUA VIDA…

Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante … E quando o encontrar, viva por ele e não o deixe fugir.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

“PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.”

 

Imagem: Sara Glória

“Uma unidade de encontro é como um poema que se desenvolve ao som, ritmo e compasso da sinergia. Há sempre beleza e encantamento quando abrimos espaço para o universo amplo do encontro humano.” Roberto Crema

“Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só… Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo.”

Clarice Lispector

Nesta semana, fazendo uma pesquisa sobre sustentabilidade, encontrei este texto que consta no prólogo do livro A Carícia Essencial, de Roberto Shinyashiki. Me chamou a atenção, pois tenho presenciado diariamente esta “economia de carinho”. Pessoas que mal se olham, se falam, se tocam, que se cobram cada vez mais o  não sentir e o  não expressar seus sentimentos.

Hoje, praticamente tornou-se um ato de coragem transmitir afeto a quem quer que seja além daqueles socialmente aceitos (p. ex.: aos filhos e entre casais). É tão bom expressar carinho, com consciência, espontaneidade e autonomia de si, fazendo sem culpa, sem medo, sem se preocupar com o que os outros vão pensar.

Na sociedade atual é um grande exercício e eu, sou a favor.

Um “Carinho Quente” prá você! 

 

Uma História de Carícias

de Claude Steiner    

 

Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.

Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar doença nas costas que as fazia murchar e morrer.

Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.

As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.

Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: “olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum pra você”.

Antonio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?”

E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não os ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito. 

Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar que Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.

As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.

As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quente e acarinhados e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções.

Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.

Daí para frente, sempre que alguém dizia “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder um suprimento, respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio”.

A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para conseguí-los.

Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.

Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seu Carinhos Plásticos. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.

A situação, portanto, ficou muito grave.

Não faz muito tempo uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às suas crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.

As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.

Os adultos ficavam muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiram seu caminho.

Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?

Em qual dos lados você está?

O que você pensa disso? 

Por Tahyane Rangel

 

Como as pétalas de uma flor,
a vida desabrocha em versos
e os olhos admiram a viva poesia.
 
Palavras com perfume de terra,
rimas com cheiro de flores,
momentos perfumados,
brilham orvalhados
pelas lágrimas da saudade
de tempos passados.
 
Vida, uma poesia eterna
onde os versos do amanhã
esperam o brilho dourado do sol
para adormecer sob a luz das estrelas.

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