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Todas as pinturas abaixo são de Leonid Afremov, um pintor moderno que nasceu na Bielorrussia em 1955 e mais tarde se estabeleceu em Israel. Atualmente, reside nos Estados Unidos – Florida.

Junto com as imagens, um texto de autor por mim desconhecido, mas adaptado por George Arribas.

Simples e profundos.

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Continuarei

 

Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança…

Continuarei a amar, ainda que todos destilem ódio…

Continuarei a construir, ainda que os outros tudo destruam…


Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de muitas guerras…

 


Continuarei como luz, mesmo que tudo se faça escuridão…


Continuarei a semear, ainda que todos pisem na colheita…


E continuarei a gritar, ainda que todos se calem…

para desenhar sorrisos nas faces
marcadas pelas lágrimas da agonia.


E transmitirei alívio, aonde quer que eu veja a dor…


E oferecerei motivos de alegria, mesmo que só existam razões para tristeza…


Convidarei a caminhar todos aqueles que já decidiram sair da caminhada…

E levantarei os braços daqueles que já exaustos da vida que se sentirem…


Continuarei assim…
– Porque sei que no meio da desolação sempre haverá alguém que olhará esperançada, querendo algo de mim…
– Porque sei que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto, crescerá uma planta forte como o vento e bela como a manhã…


– Porque sei que sempre haverá um pássaro que irá cantar, uma criança que irá sorrir e uma borboleta que brindará a beleza da liberdade com a sua presença…

Porém…
Se algum dia vires que eu já não caminho ou não sorrio mais como antes…
Se algum dia vires que diante das coisas eu simplesmente olho e calo – aproxima-te de mim apenas.
Saber da tua presença fará sorrir a minha alma…


Dá-me um beijo, um abraço e oferece-me um sorriso, isso será o bastante, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.


Mas um gesto teu…
Um gesto teu será suficiente para me levar de volta ao meu caminho…

 

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Leonid trabalhando:

Marca de Amor

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

– Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

– Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade…

A turma estava em silencio atenta a tudo …

O menino continuou: além de mim, havia mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

-… Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente… Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:

– “Minha filhinha está lá dentro!” Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha…

Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito… Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto…

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saber o que dizer ou fazer, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

***

O mundo está cheio de CICATRIZ. Não da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

por Karen Ravn

Só tão alto quanto o que alcanço posso crescer,
só tão longe quanto exploro posso chegar,
só na profundidade para que olho posso ver,
só à medida que sonho posso ser.

Internet

por Clarice Lispector

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu…
“…não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero…”.
Um idealista…Um verdadeiro sonhador…

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.

Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.

Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:

“O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer”

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.

Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


Acontecerá neste dia 22 de abril, às 19h, no Auditório do Instituto de Linguagens – UFMT, o imperdível concerto Chronos – Estudos sobre a multiplicidade do tempo, do compositor Roberto Victorio, em única apresentação.

Pauxy Gentil-Nunes explica que Chronos “é um ciclo de 10 peças para formações instrumentais variadas, relacionadas por uma temática comum – a multiplicidade do tempo. Multiplicidade que se expressa principalmente na natureza da escrita para as diversas partes, bem como na maneira como elas se combinam.”

Para quem não conhece ainda a música contemporânea erudita, esta é uma excelente oportunidade, pois estarão reunidos neste concerto os melhores músicos da atualidade.

Inclusive terá a possibilidade de conversar com o compositor e conhecer melhor esta obra que proporciona a interação dos instrumentos convencionais de orquestra com instrumentos de outras culturas, como as flautas Sagradas Bororo.

Para mais informações, acesse: www.robertovictorio.com/chronos

Imagem: Nassos Vakalis

por Luis Fernando Veríssimo

– Papai, o que é Páscoa?
– Ora, Páscoa é… Bem… é uma festa religiosa!
– Igual ao Natal?
– É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
– Ressurreição?
– É, ressurreição. Marta, vem cá!
– Sim?
– Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
– Bom meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
– Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?
– Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
– Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
– É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
– O Espírito Santo também é Deus?
– É sim.
– E Minas Gerais?
– Sacrilégio!!!
– É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
– Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
– Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
– Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
– Coelho bota ovo?
– Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
– Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
– Era… Era melhor, sim… Ou então urubu.
– Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?
– É.
– Que dia que ele morreu?
– Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
– Que dia e que mês?
– (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
– Um dia depois!
– Não, três dias depois.
– Então morreu na quarta-feira.
– Não, morreu na Sexta-feira Santa… Ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
– Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
– É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
– O Judas traiu Jesus no sábado?
– Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!
– Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
– Ui…
– Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
– Cristo. Jesus Cristo.
– Só?
– Que eu saiba sim, por quê?
– Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
– Ai Coitada!
– Coitada de quem?
– Da sua professora de catecismo!

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Para entender o por que os símbolos ovos e coelhos estão juntos na Páscoa, acesse:

http://espacoflordocerrado.wordpress.com/dicas/diversos/ovos-de-pascoa/

A Monte Azul é uma instituição conceituada. Vale a pena conhecer mais de perto o trabalho que realizam.

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