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Ebinho Cardoso, um músico extraordinário (abaixo mais informações sobre ele), convidou outros grandes músicos do circuito matogrossense,  Jhon Stuart (baixo acústico), Alex Teixeira (bateria), Igor Mariano (piano), Sidnei Duarte (guitarra) e Maurício Detoni (voz), para mostrar sua música ao público no mais alto grau de qualidade e inovação.

Nos dias 5 e 6 de junho, no Sesc Arsenal, haverá o show de lançamento do seu mais recente álbum – “Cerrado” – gravado com o apoio da FUNARTE (Projeto Pixinguinha), onde o músico, depois de anos colocando no papel o passo a passo do funcionamento e o caminho de como tocar harmonia no baixo, supera as barreiras de dificuldade de execução do instrumento e traduz a sonoridade do Cerrado Brasileiro.

O Projeto Cerrado pretende estreitar a distância da sociedade com a música instrumental e a história da música da região do Cerrado. A idéia da atenção voltada à música do cerrado, é também mostrar esta riqueza da região, que vai além da ecologia tão em voga nos últimos tempos. Este ambiente cria uma linguagem musical diferente da urbana, sendo as composições fruto da vivência, da experiência, da alma.

O cerrado brasileiro guarda riquezas que muitos admiram, mas poucos sabem que é de sua origem. Em vários estados cobertos pelo cerrado, se ouve a voz dos índios, dos remanescentes dos quilombos e seus ritmos, da viola caipira, do sertanejo, mas também por ser terra de encontro de culturas de todas as partes do país e do mundo, soma-se o choro, o samba, o baião, o forró, o jazz trazido de fora do país, com seus improvisos e bem incorporado em nossa música instrumental de forma enriquecedora, formam o som do Cerrado.

Esta é a realidade, porém a própria população local desconhece este contexto. Existe uma percepção da linguagem instrumental como elitista e a música do centro do país como supostamente caipira.  Desta forma, ambas ficam restritas, à primeira requerendo uma formação ou construção de um gosto pela música, e à segunda um conceito de música pobre e sem muitos recursos.

Com o show Cerrado, tais pressupostos tendem a serem derrubados,  à medida que a cultura de uma nova música da região torna-se acessível subvertendo rituais de escuta herdados. O show Cerrado, com uma formação inusitada com baixo elétrico, baixo acústico, piano e bateria, e um repertório totalmente composto por músicas com raízes na região e sofisticação nos arranjos e harmonia, mostrará uma nova linguagem musical, contemporânea, de fácil assimilação pelo público, e não só apreciada a uma elite musical.

Uma compreensão e diálogo com a própria história contada através da música, corroborada pela interação com os músicos e compositores, enriquecem de forma precisa o trabalho musical e permitem registros que poderão servir como referência a gerações futuras, contribuindo para a memória musical do país.

Ebinho Cardoso

É um virtuose em seu instrumento – o baixo elétrico. Pela singularidade de sua música e técnica é um dos mais respeitados baixistas brasileiros da nova geração já alcançando projeção internacional. Lançou em 2009 o álbum “No rastro dos ruídos remotos das rodas da infância” pela gravadora Inglesa CURVE Music, o DVD aula “Técnicas alternativas para baixo elétrico” pela editora HMP e o livro “Harmonia e dicionário de acordes para baixo elétrico” e seu mais recente trabalho, o álbum “Cerrado”. Vem se apresentando por todo o Brasil em festivais de jazz e música instrumental, além de projetos importantes como o Pixinguinha, Amazônia das Artes, SESC Instrumental, Circular Brasil, Cover Baixo, Baixo Brasil entre outros. Sempre reverenciado por onde passa como “a mais nova revelação brasileira do contrabaixo”.

A convite de Jim Stinett se apresentará em junho de 2010 no New Hampshire Bass Fest, nos Estados Unidos. Ebinho já atuou em gravações ou shows ao lado de grandes artistas como Hamilton de Holanda, Renato Braz, Nelson Faria, Arthur Maia, Milton Guedes, Celso Pixinga e muitos outros.

A Matéria intitulada As novas revelações do baixo brasileiro (Revista Cover Baixo – fevereiro de 2007) diz: ¨Ebinho Cardoso pode redefinir o papel dos graves na música brasileira¨. É com esse norte que o pesquisador abre uma porta para a nova escola do contrabaixo brasileiro.

Um show especial!!! Confira.

O controle vira apatia.

O desejo logo se transforma em dor.

(Gustavo Gitti)

por Suzy Belai

Quando criança, eu gostava de olhar para o céu e brincar de imaginar…

Ursos, pássaros, monstros, pessoas… como a imaginação voava longe. De repente, estes se tornavam personagens de estórias, onde as nuvens eram as grandes roteiristas.

O tempo passou e ainda continuo uma apaixonada pelo céu. Tanto que hoje, ao voltar para casa, me surpreendi ao ve-lo.

Estas lembranças de criança vieram a tona… era um céu inédito! Especial!

Num momento parecia que havia alguém o pintando, em outro parecia que as nuvens estavam escorrendo… imagens, cores, tudo chamava atenção e levava a mil interpretações.

Uma pena aquele instante que mais me encantou, não estava presente no momento destas fotos, mas sobrou um pouquinho para compartilhar com você.

E agora, te convido para brincar de imaginar.

Foto: Suzy Belai

Foto: Suzy Belai

Foto: Suzy Belai

Foto: Suzy Belai

Foto: Suzy Belai

Foto: Suzy Belai

por Suzy Belai

 

“Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” – Carl Gustav Jung

 

Mais do que uma técnica, o shiatsu (em especial o Shiatsu Emocional) pressupõe uma troca de energias. A maneira de tocar influi em todo o processo terapêutico, podendo produzir efeitos profundos, tanto a nível físico quanto emocional. A qualidade do toque, a intenção, estar presente, desempenham funções decisivas.

Sabe-se que a pele exerce diversas funções primordiais no organismo: proteção, regulação, respiração, eliminação, entre outras. Mas, existe uma outra função especial: ser mediadora entre o mundo externo e interno, entre o objetivo e o subjetivo.

Através da pele, no contato, sentimos as “coisas” dentro de nós, dentro de nosso corpo, nosso limite, sensações de calor ou frio; podemos nos perceber em relação a elas: prazer, medo, lembranças, tensões; e também, sentir o outro, quem nos toca.

Os sábios orientais descobriram através de observação refinada, que existe em nosso corpo caminhos que se comunicam através da superfície ou um pouco mais profundo com diversos órgãos (são os chamados meridianos), que são “atingidos” através do toque.

Quem recebe o shiatsu e quem pratica vivenciam um universo de sensações, pois um toque capaz de realmente atingir o corpo inteiro (físico, emocional e energético) é mais do que um contato somente físico, principalmente quando existe um contato autêntico e humano por parte do terapeuta. Se o terapeuta se permite sentir, ele se torna consciente de seus sentimentos inclusive. Se ele se expõe e se mostra como é, torna possível um trabalho cada vez mais profundo.

Ser e Estar no toque são os maiores desafios do shiatsu e principalmente do Shiatsu Emocional. Como disse Clarice Lispector, “suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… ou toca, ou não toca”.

Experimente! Selecionei carinhosamente algumas imagens para que você sinta o que cada uma transmite, se inspire, reflita…

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Capa do Livro: Liberdade o que é? (José Jorge)

Foto: Christiana Strauss

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Cena do Filme: Dança Comigo?

Cena do Filme: Dança Comigo?

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Sobre o Shiatsu Emocional, acesse:

www.shiatsuemocional.com

http://shiatsuemocional.wordpress.com

http://espacoflordocerrado.wordpress.com

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O corpo e a mente
têm biografias separadas,
cada um sua memória própria,
seu próprio jogo de charadas,
Meu corpo tem lembranças
– cheiros, tiques, andanças –
que a mente não registrou
e o corpo não tem as marcas
de metado do que a mente passou
(…)

 

 

(Luís Fernando Veríssimo)

 
 

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por Clarisse Lispector

Já escondi um amor com medo de perdê – lo,
Já perdi um amor por escondê – lo…
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
Já me arrependi por isso…
Já passei noites chorando até pegar no sono,
Já fui dormir tão feliz,
Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos…

Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem…
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram…

Já passei horas na frente do espelho
Tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,
Ao ponto de querer sumir…

Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade
E também me arrependi…
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
Para mais tarde chorar quieto em meu canto…

Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
Já chorei de tanto rir…
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam…
Já tive crises de riso quando não podia…

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros…
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros…

Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse…
Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar…

Já contei piadas e mais piadas sem graça,
Apenas para ver um amigo mais feliz…
Já inventei histórias de final feliz
Para dar esperança a quem precisava…
Já sonhei demais,
Ao ponto de confundir com a realidade…

Já tive medo do escuro,
Hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”…
Já caí inúmeras vezes
Achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes
Achando que não cairia mais…

Já liguei para quem não queria
Apenas para não ligar para quem realmente queria…
Já corri atrás de um carro,
Por ele levar alguém que eu amava embora.

Já chamei pela mãe no meio da noite
Fugindo de um pesadelo,
Mas ela não apareceu
E foi um pesadelo maior ainda…

Já chamei pessoas próximas de “amigo”
E descobri que não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim…

Não me dêem formulas certas,
Porque eu não espero acertar sempre…
Não me mostre o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração!…
Não me façam ser o que eu não sou,
Não me convidem a ser igual,
Porque sinceramente sou diferente!…

Não sei amar pela metade,
Não sei viver de mentiras,
Não sei voar com os pés no chão…
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

Foto: Weislaw Jan Syposz

Apaixonar-se é um exercício de jardinagem.

Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeei, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim.

Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas.

Autor desconhecido

O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente.

Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento.

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.

O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída.

Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.

Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês…

Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos.

Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano.

Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo.

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*Texto atribuído a Stephen R Covey, renomado autor de “Os 7 Hábitos das Pessoas Realmente Eficazes” .

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