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Fotolog - Standby_x

(fábula)

Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.

– Será que você não podia ter me poupado dessa humilhação? disse, furiosa, a folha de papel para a tinta.

– Espere! respondeu a tinta. – Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.

E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Mas subitamente, reparou na folha escrita com tinta, e então jogou todas as outras, guardando apenas a que continha uma mensagem escrita.

(autor desconhecido)

Internet

O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava em separar-se.
O sábio ouviu…
Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra,
e calou-se:
Ame-a !

Mas eu já disse: Não sinto nada por ela!!
Ame-a, disse novamente o sábio.
E percebendo o desconforto do homem,
depois de um breve silêncio, o sábio explicou:
Amar é uma decisão, não um sentimento;
amar é dedicação e entrega.

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de Jardinagem:
arranque o que faz mal, prepare o terreno,
semeie, seja paciente, regue e cuide.

Esteja preparado porque haverá pragas,
secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!!!

***

A dica deste sábio, vale para todos os aspectos da vida.

Eu já decidi!!!

______________________________

 

 

Marca de Amor

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

– Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

– Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade…

A turma estava em silencio atenta a tudo …

O menino continuou: além de mim, havia mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

-… Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente… Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:

– “Minha filhinha está lá dentro!” Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha…

Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito… Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto…

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saber o que dizer ou fazer, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

***

O mundo está cheio de CICATRIZ. Não da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

Era uma vez, uma menina que gostava de brincar, estudar, passear, criar, e também em alguns momentos, sonhar sozinha.

Sonhava com as histórias que ouvia, com as histórias que criava, que era vilã, que era mocinha e qual profissão iria escolher: Policial? Enfermeira? Bailarina? Médica? Secretária?…

– Sim! Secretária – decidiu.

Pegou algumas cadeiras, uma mesa, caderno, canetas. Chamou toda criançada para brincar.

Chamava-lhe  atenção que a secretária, dentre tantas funções, era também guardiã das chaves.

Como era fascinante!

Uma peça tão pequenina, mas que abre e fecha tão diferentes portas: armários, salas, carros, cofres…

Ela era tão maior que as chaves e mesmo assim, não conseguia abrir nenhuma sem elas. No máximo só conseguia ver o que permitia a fechadura.

Cada porta parecia envolta em mistérios, dentre os mais importantes: Qual é chave que a abre? O que ela protege?

Neste momento, a menina estava muito feliz por estar com aquele monte de chaves à sua disposição. Uma a uma ia procurando aquela que lhe ajudaria abrir as portas escolhidas.

Abriram e fecharam várias portas e descobriram algo importante: haviam chaves que abriam mais que uma porta.

Brincaram muito naquele dia.

Alguns dias depois, uma chave chamou sua atenção. Ficou algum tempo admirando.

 Era especial, única! Ficou encantada.

Diferente de todas que já havia encontrado.

Andou pela casa inteira e cada porta que encontrou, tentava abrir. Estava curiosa. Porém, para algumas fechaduras ela era grande ou pequena demais, fina ou grossa, curta ou longa. Não serviu em nenhuma porta.

Resolveu guarda-la.

E, num lindo dia de primavera, quando já não mais procurava, reparou numa porta enorme, toda entalhada, com um aroma muito agradável.

Como era bonita!

Sentiu que poderia ser esta a porta.

Pegou a chave, com cuidado a colocou na fechadura e serviu! Que surpresa maravilhosa. Finalmente saberá o que está além da porta.

Porém, ainda não foi nesta vez, pois a chave não virou.

Mas não perdeu as esperanças.

Pelo contrário, reacendeu o desejo de saber o que esta porta tão bela guarda e também, de encontrar a porta que esta chave tão especial abre.


por Suzy Belai

 

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