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Volver A Los 17

Composição de Violeta Parra

Intérpretes: Mercedes Sosa e Milton Nascimento              (Tradução abaixo)                                  

Vídeo:  https://youtu.be/x0ockn9Wce4      

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella Diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín

Volver a Los 17

Voltar aos 17 depois de viver um século
É como decifrar sinais sem ser sábio competente
Voltar a ser de repente tão fragil como um segundo
Voltar a sentir profundo como um menino diante de Deus
Isso é o que sinto neste instante fecundo

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

Meu passo retrocede quando o de vocês avança
O arco das alianças penetrou em meu ninho
Com todo seu colorido passeou por minhas veias
E até a dura corrente com a qual nos prende o destino
É como um diamante fino que ilumina minha alma serena

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

O que pode o sentimento não o pode o saber
Nem o mais claro proceder, nem o maior dos pensamentos
Tudo o muda num momento qual mago condescendente
Nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com sua ciência nos torna tão inocentes

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

O amor é um turbilhão de pureza original
Até o feroz aminal sussura seu doce som
Detém os pergrinos, liberta os prisioneiros
O amor com seus esforços ao velho o torna criança
E ao mal só o carinho o torna puro e sincero

Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.

De par em par a janela se abriu como por encanto
Entrou o amor com seu manto como uma fraca manhã
Ao som de sua bela Diana fez brotar o jasmim
Voando qual serafim ao céu lhe pôs brincos
Meus anos em dezessete os converteu o querubim

Jota Quest

O melhor lugar do mundo
É dentro de um abraço
Pro mais velho ou pro mais novo
Pra alguém apaixonado, alguém medrosoabraço cazuza
 

O melhor lugar do mundo
É dentro de um abraço
Pro solitário ou pro carente
Dentro de um abraço é sempre quente

Tudo que a gente sofre
Num abraço se dissolveTudo que se espera ou sonha
Num abraço a gente encontra

No silêncio que se faz
O amor diz compromisso
Oh baby, baby
Dentro de um abraço tudo mais já está dito

O melhor lugar do mundo
É aqui, é dentro de um abraço
E por aqui não mais se ouve o tique-taque dos relógios

Se faltar a luz fica tudo ainda melhor
O rosto contra o peito, dois corpos num amasso
Os corações batendo juntos em descompasso

Tudo que a gente sofrenum abraço
Num abraço se dissolve
Tudo que se espera ou sonha
Num abraço a gente encontra

Tudo que a gente sofre
Num abraço se dissolve
Tudo que se espera ou sonha
Num abraço se encontra

Na chegada ou na partida

Raio de sol ou noite fria
Na tristeza ou na alegria
(Na tristeza ou na
alegria)

Tudo que a gente sofre

(Na chegada ou na partida)
Num abraço se dissolve
(Raio de sol ou noite fria)
Tudo que se espera ou sonha
(Na tristeza ou na alegria)
Num abraço a gente encontra

Tudo que a gente sofre
(Na chegada ou na partida)
Num abraço se dissolve
(Raio de sol ou noite fria)
Tudo que se espera ou sonha
(Na tristeza ou na alegria)
Num abraço a gente encontra

 

Dentro de um abraço – Martha Medeiros

  • Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?Meu palpite: dentro de um abraço.Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

    O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

    Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

    Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.
    12 de junho de 2008

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Estão abertas inscrições para o Painel FUNARTE de Regência Coral em Mato Grosso que ocorrerá entre 15 a 20 de novembro. O evento será gratuito e acontecerá na UFMT/Centro Cultural/Coral UFMT/Teatro UFMT. Oficinas com os professores e maestros Samuel Kerr e Paulo Malaguti.

A programação do Painel inclui cursos de técnica de regência, de dinâmica de coro, de técnica vocal e de percepção musical para regentes, professores de música e cantores (com ou sem experiência).

Os cursos oferecidos têm duração de uma semana, com aulas de dia e ensaios à noite. No encerramento, os alunos estarão reunidos em um concerto gratuito. As aulas e a apresentação final serão gravadas e disponibilizadas futuramente no Portal das Artes.

Realizado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Cultura e com universidades federais, o programa Painéis Funarte de Regência Coral conta, neste ano de 2010, com investimento total de R$ 300 mil. Nesta edição, foram beneficiadas as cidades de São Carlos (SP), Crato (CE), Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT) e Mariana (MG).

São Carlos (SP) foi a primeira cidade a receber os Painéis de Regência Coral este ano. As aulas, que aconteceram entre 17 e 22 de maio, reuniram participantes de diferentes localidades do estado de São Paulo, como Americana, Araçatuba, Araras, Araraquara, Atibaia, Campinas, Franca, Ibaté, Jaú, Rio Claro, Ribeirão Preto, Sorocaba e Tupi Paulista, entre outras. Havia alunos também de Uberaba (MG), Poços de Caldas (MG) e Campo Grande (MS). Ao todo, 150 pessoas se inscreveram no programa. Com 80% de frequência, 130 delas receberam o certificado.

Em Crato, no Ceará, as aulas aconteceram entre 24 e 29 de maio. Inscreveram-se no programa 185 pessoas de diferentes cidades, como Assaré, Araripe, Altamira, Cariri Açu, Crato, Icó, Fortaleza, Juazeiro do Norte e Quixelô. O certificado foi concedido aos 136 participantes que tiveram 80% de frequência.

VEJA ABAIXO AS PRÓXIMAS AÇÕES DO PROGRAMA
PAINÉIS FUNARTE DE REGÊNCIA CORAL 2010

CUIABÁ (MT)
15 a 20 de novembro
Local de inscrições e de realização:
Centro Cultural da UFMT / Coral UFMT
Av. Fernando Correa da Costa, 2367 – Boa Esperança
Cuiabá | MT – CEP: 78060-900
Tel.: (65) 3615-8307
coral@ufmt.br

MARIANA (MG)
29 de novembro a 4 de dezembro
Local de inscrições e de realização:
Rua Wenceslau Braz, 497 – Centro
Mariana | MG – CEP: 35420-000
Tel.: (31) 3558-5360

Fonte: http://www.funarte.gov.br/portal/2010/06/14/inscricoes-abertas-para-painel-de-regencia-coral-em-ponta-grossa/

Amigos, já estão a venda os ingressos para o show “GATOS, BOCAS & DIVAS”

Dias 16(sáb) e 17(dom) – Cine Teatro Cuiabá

Pontos de venda antecipada:
Wizard Jardim das Américas (3027-6223)
Wizard Jardim Cuiabá (3023-3535)

Até as 11 horas da manhã do dia 16 (sábado)

A venda na bilheteria do Cine Teatro só será feita no sábado (16) e no domingo (17), a partir das 14h, SE SOBRAREM ingressos da venda antecipada.

Garanta logo o seu!

Saiba mais sobre este show acessando
http://www.almadegato.com; aqui pelo blog (https://suzybelai.wordpress.com/2010/06/21/show-gatos-bocas-divas/) ou ligue Miaufone: 8401-2126

Lançamento do livro REMEDEIA CO QUE TEM,

de Milton Pereira de Pinho – Guapo

Local: Hotel Fazenda Mato Grosso
Data: 21/09/2010 – As 18h

 

Afinal, de que trata este livro?

A resposta mais obvia seria: música.

Mas é claro que não! É lógico que não pode ser só isso!!!

Remedeia co que tem nos traz essências, origens, rumos, sonhos, tradições, personalidades, rupturas, influências e curiosidades da humanidade do cenário musical mundial e em especial, em Mato Grosso.

A pluralidade cultural narrada históricamente em diversos tons, ritmos e vibrações.

Aqui o som rola solto e a informação preenche seus sentidos!

Release

Esta obra é uma pesquisa de 40 anos do cantor e compositor Milton P. Pinho (Guapo) que buscou e levantou toda geologia e antropologia da música mato-grossense de raiz e também das inflluências acontecidas no processo histórico.

Em sua visão divisionária em “Autóctone”, “Platina” e “Influência de Outros Estados”, o autor apresenta um quadro panorâmico do mosaico da cultura musical de Mato Grosso, a qual se formou nos quase 300 anos de história. Por outro lado, traz também a origem e o desenvolvimento histórico de cada corrente das grandes expressão musicais como o Jazz, Tango, Rock, Bossa Nova, Hip Hop, Música Sertaneja, entre outras também presentes no desenvolvimento musical atual, com seus respectivos representantes.

A publicação traz ainda biografias de notáveis compositores que moldaram a trilha musical na formação do Estado, bem como de pequenos músicos que passaram pela história com seu humilde trabalho, e que hoje praticamente estão esquecidos.

Um livro pra se conhecer e entender a cultura musical mato-grossense.

Sobre o autor

MILTON PEREIRA DE PINHO (Guapo) nasceu em Cáceres – MT. É cantor, compositor, pesquisador, produtor, diretor musical e consultor técnico de cultura. Foi o primeiro músico mato-grossense a representar o Estado no evento “Mato Grosso State Cultural” realizado em novembro-2005 em Washington-DC com o show-recital: Searching For The Lost River, fechando a quinzena cultural de Mato Grosso nos Estados Unidos.

Ficha técnica
Autor: Milton Pereira de Pinho Guapo
Edição: 1ª
Ano de publicação: 2010
ISBN: 978-85-910555-0-0
Tamanho: 17 x 24 cm
Número de páginas: 192
Gênero: História da música
Editora: Carlini & Caniato

Contatos
Guapo
(65) 3023-9408 / guapo_pantmt@hotmail.com

Editora TantaTinta/Carlini & Caniato
(65) 3023-5714 / (65) 3023-5715 / elaine@tantatinta.com.br
http://editora-carlini-caniato.blogspot.com/

Orquestra do Estado de Mato Grosso

A série de Concertos Populares está de volta!

Este ano, serão oito novas apresentações gratuitas começando por
Cuiabá [dia 12/08, na Praça do Caic, no bairro Pedra 90 – 20h],
seguindo para Campo Verde [13/08, na AV. Brasil],
Rondonópolis [14/08, no Casario],
Nova Mutum [16/08, no Jardim da Prefeitura],
Lucas do Rio Verde [17/08, no Lago Ernani Machado],
Sorriso [18/08, na Praça das Fontes],
Campo Novo [20/08, na Praça de Eventos]
e por fim, em Sapezal [21/08, Paço Municipal].

Repertório:

Lourenço da Fonseca Barbosa ‘Capiba’ (1904-1997)
– Minha Ciranda
– Um pernambucano no Rio

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)
– Suite (Lua Branca, Abre Alas, Atraente e Gaúcho)

Elpidio dos Santos
– Casinha Branca

Roberto Correa (1954)
– Araponga Isprivitada

Roberto Correa (1954)
– Mazurca Pantaneira

Tote Garcia (1907-1987)
– Cadê Totinho e Rabello no Coxipó

Mestre Albertino (1906-1995)
– No bairro do Areão, Lambari na Cuia e Paraíso

Gregório Molina (1938) & Mario del Tránsito Cocomarola (1918-1974)
– Villa Guillermina e Kilómetro 11

Gilberto Monteiro
– Milonga para as missões

R.S. Rios
– Merceditas

Dom Francisco de Aquino Corrêa (1885-1956) & Emílio Heine
– Hino de Mato Grosso

O Colóquio sobre Educação Musical Especial e Inclusão, aberto ao público, será realizado no Auditório do Instituto de Linguagens – UFMT -, nos dias 01 e 05 de julho de 2010, as 14:00 h. Tem como objetivo discutir questões relativas à aprendizagem musical de alunos, ao desafio da inclusão na educação musical escolar, à formação dos educadores, ao apoio pedagógico e as adaptações necessárias para alunos com necessidades especiais.

No dia 05 contará com duas apresentações musicais de alunos da APAE Cuiabá e da Escola Estadual de Educação Especial Célia Rodrigues Duque de Várzea Grande.

O evento é promovido pelo Departamento de Artes e pelo Núcleo de Inclusão e Educação Especial – NIEE, cuja equipe de organização e execução é composta pelos seguintes alunos do Curso de Licenciatura em Música: Alecssandro Leandro da Silva, Alessandro Correa da Silva, Carlos Renato Leite, Carolina Miranda Barros, Carminda Luzia de Almeida, Damaris P. da Trindade Nobre, Edislene Conceição dos Reis, Fabiana Borges Louredo, Ivete M. Laux Perón, Josemeri Arruda Crispim, Kalinca N. de Souza Araújo, Luciano N. Campbell Pena, Renan Ribeiro Moraes e William Ortega Ferreira.

INFORMAÇÕES
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento, no dia 01 de Julho das 13:30 as 14:00 h. Os participantes com 100% de frequência terão direito ao certificado.

Coordenação:
Profª Eda do Carmo Pereira Garcia – edadocarmo@terra.com.br
65 3615-8406 e 65 3615-8427

Recomendo:

 

“GATOS, BOCAS & DIVAS” – O SHOW

Esse é o nome do show-concerto que marca o tão esperado encontro do Boca de Matilde e Alma de Gato. Os dois grupos vocais mais badalados da cidade vão finalmente se encontrar no palco do Teatro do Sesc Arsenal de 2 a 4 de julho de 2010. A espectativa é muito grande e os fãs já se mobilizam para garantir ingresso neste espetáculo, que deverá ter todas as 3 sessões completamente lotadas.

Além das belas vozes do Alma de Gato e do Boca de Matilde, os dois grupos apresentam 5 cantoras especialmente convidadas, que são verdadeiras divas na arte de cantar: do Rio de Janeiro virá a contralto Jane Acosta, de Brasília a soprano Clara Beatris e de Cuiabá a soprano Laís Epifânio, a mezzo soprano Maidi Dickmann e a contralto Rita Cássia. Todas elas têm uma história importante no cenário musical cuiabano e são muito queridas do público que, certamente, deve estar com saudades de ouvir essas lindas vozes.

O show-concerto “Gatos, Bocas & Divas” abre com “O Canto das Divas”, uma vinheta musical especialmente arranjada por Gilberto Nasser e Jefferson Neves para as cinco cantoras, que surgem maravilhosas quando se abre o pano e dão o tom de grandiosidade ao espetáculo. Entre as performances do Boca e do Alma, que trazem um repertório surpreendente, ouviremos solos emocionantes com as cinco divas: “Segue o Teu Destino” com texto de Fernando Pessoa e música de Sueli Costa; “Habanera” da ópera “Carmem” de George Bizet; “Cara Valente” de Marcelo Camelo e que foi sucesso na voz de Maria Rita; “Hino ao Amor” de Edith Piaf e “Canción de Mar” no melhor estilo portenho. No final, os dois grupos se juntam para cantar “Cores Vivas” de Gilberto Gil e “Na Carreira” de Edu Lobo e Chico Buarque.

Quem for a este show-concerto, também vai ouvir uma peça erudita contemporânea do compositor cuiabano Gilberto Nasser, que é neto da compositora Zulmira Canavarros e também canta e faz a direção cênica no Alma de Gato. Trata-se da “Missa Florida” em 5 partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus-Benedictus e Agnus Dei, totalmente à capela. A obra é dedicada em memória de Floriano Nasser, pai do compositor. Não existe uma pesquisa sobre este tema, mas talvez seja esta a primeira e única “missa” composta por um compositor cuiabano. Gilberto é físico de formação e músico autodidata.

Neste espetáculo, Alma de Gato e Boca de Matilde homenageiam três grandes nomes da música vocal em Mato Grosso, dedicando o show “Gatos, Bocas & Divas” a Benedito Epitácio França, Carlos Taubaté e Naíse Santana. Um tributo mais do que justo a esses mestres e amigos que dignificam a arte de cantar.

Mais informações:

www.almadegato.com ou Miaufone : 65 8401-2126

Capa disco

Parceria interessante esta: Chico Buarque e Vinícius de Moraes. Cada um em um lugar diferente, mas juntos. Para enriquecer ainda mais esta parceria, entrou na história o Toquinho, fazendo a harmonia da música.

Leia abaixo, duas cartas que foram cedidas por Chico Buarque a Caique Botkay, que as publicou no livro “Achados”, uma coletânea de coisas que jamais seriam publicadas. Todas são inéditas e não estão publicadas em nenhum outro lugar.

Trata-se do processo de composição da canção “Valsinha”, de 1971.
_________________________

DE VINÍCIUS DE MORAES PARA CHICO BUARQUE

Mar del Plata, 24 de janeiro de 1971

Chiquérrimo,

Dei uma apertada linda na sua letra, depois que você partiu, porque achei que valia a pena trabalhar mais um pouquinho sobre ela, sobre aqueles hiatos que havia, adicionando duas ou três idéias que tive. Mandei-a em carta a você, mas Toquinho, com a cara mais séria do mundo, me disse que Sérgio[Buarque de Hollanda] morava em Buri, 11, e lá se foi a carta para Buri, 11. Mas, como você me disse no telefone que não tinha recebido, estou mandando outra para ver se você concorda com as modificações feitas.

Claro que a letra é sua, e eu nada mais fiz que dar uma aparafusada geral. Às vezes o cara de fora vê melhor essas coisas. Enfim, porra, aí vai ela. Dei-lhe o nome de “Valsa hippie”, porque parece-me que tua letra tem esse elemento hippie que dá um encanto todo moderno à valsa, brasileira e antigona. Que é que você acha? O pessoal aqui,no princípio, estranhou um pouco, mas depois se amarrou na idéia.

Escreva logo, dizendo o que você achou.

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito mais quente do que comumente costumava olhar
E não falou mal da poesia como mania sua de falar
E nem deixou-a só num canto; pra seu grande espanto disse: vamos nos amar…

Aí ela se recordou do tempo em que saíam para namorar
E pôs seu vestido dourado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como a gente antiga costumava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a bailar…
E logo toda a vizinhança ao som daquela dança foi e despertou
E veio para a praça escura, e muita gente jura que se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.

DE CHICO BUARQUE PARA VINÍCIUS DE MORAES

Caro poeta,

Recebi as duas cartas e fiquei meio embananado. É que eu já estava cantando aquela letra, com hiato e tudo, gostando e me acostumando a ela.

Também porque, como você já sabe, o público tem recebido a valsinha com o maior entusiasmo, pedindo bis e tudo. Sem exagero, ela é o ponto alto do show, junto com o “Apesar de você”. Então dá um certo medo de mudar demais. Enfim, a música é sua e a discussão continua aberta. Vou tentar defender,por pontos, a minha opinião. Estude o meu caso, exponha-o a Toquinho e Gesse, e se não gostar foda-se, ou fodo-me eu.

“Valsa hippie” é um título forte. É bonito, mas pode parecer forçação de barra, com tudo que há de hippie por aí. “Valsa hippie” ligado à filosofia hippie como você a ligou, é um título perfeito. Mas hippie, para o grande público, já deixou de ser filosofia para ser a moda pra frente de se usar roupa e cabelo. Aí já não tem nada a ver.

Pela mesma razão eu prefiro que o nosso personagem xingue ou, mais delicado, maldiga a vida, em vez de falar mal da poesia. A sua solução é mais bonita e completa, mas eu acho que ela diminui o efeito do que se segue. Esse homem da primeira estrofe é o anti-hippie. Acho mesmo que ele nunca soube o que é poesia. É bancário e está com o saco cheio e está sempre mandando sua mulher à merda. Quer dizer, neste dia ele chegou diferente, não maldisse (ou “xingou” mesmo) a vida tanto e convidou-a pra rodar. “Convidou-a pra rodar” eu gosto muito, poeta, deixa ficar. Rodar que é dar um passeio e é dançar. Depois eu acho que, se ele já for convidando a coitada para amar, perde-se o suspense do vestido no armário e o tesão da trepada final. “Pra seu grande espanto”, você tem razão, é melhor que “para seu espanto”. Só que eu esqueci que ia por itens.

Vamos lá: Apesar do Orestes (vestido de dourado é lindo), eu gosto muito do som do vestido decotado. É gostoso de cantar vestido decotado. E para ficar dourado, o vestido fica com o acento tendendo para a primeira sílaba. Não chega a serum acento, mas é quase. Esse verso é, aliás, o que mais agrada, em geral. E eu também gosto do decotado ligado ao “ousar” que ela não queria por causa do marido chato e quadrado.

Escuta, ô poeta, não leva a mal a minha impertinência, mas você precisava estar aqui para ver como a turma gosta, e o jeito dela gostar dessa valsa, assim à primeira vista. É por isso que estou puxando a sardinha mais para o lado da minha letra, que é mais simplória, do que pelas suas modificações que, enriquecendo os versos,talvez dificultem um pouco a compreensão imediata. E essa valsinha tem um apelo popular que nós não suspeitávamos. Ainda baseado no argumento acima, prefiro o “abraçar” ao “bailar”. Em suma, eu não mexeria na segunda estrofe. A terceira é a que mais me preocupa. Você está certo quanto ao “o mundo” em vez de “a gente”. Ah, voltando à estrofe anterior, gostei do último verso onde você diz “e cheios de ternura e graça” em vez de “e foram-se cheios de graça”. Agora, estou pensando em retomar uma idéia anterior,quando eu pensava em colocá-los em estado de graça. Aproveitando a sua ternura, poderíamos fazer “Em estado de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar”. Só tem o probleminha da junção “em-estado”, o”em-e” numa sílaba só. Que é o mesmo problema do “começaram-a”. Mas você mesmo disse que o probleminha desaparece dependendo da maneira de se cantar. E eu tenho cantado “começaram a se abraçar” sem maiores danos. Enfim, veja aí o que você acha de tudo isso, desculpe a encheção de saco e responda urgente.

Há um outro problema: o pessoal do MPB-4 está querendo gravar essa valsa na marra. Eu disse que depende de sua autorização e eles estão aqui esperando. Eu também gostaria de gravar, se o senhor me permitisse, por que deu bolo com o “Apesar de você”, tenho sido perturbado e o disco deixou de ser prensado. Mas deu para tirar um sarro. É claro que não vendeu tanto quanto a “Tonga”, mas a “Banda” vendeu mais que o disco do Toquinho solando “Primavera”. Dê um abraço na Gesse, um beijo no Toquinho e peça à Silvana para mandar notícias sobre shows etc. Vou escrever a letra como me parece melhor. Veja aí e, se for o caso, enfie-a no ralo da banheira ou noutro buraco que você tiver à mão.

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.

Esta é uma música especial e ao mesmo tempo um estímulo a fazer diferente. Despertar em si o que deseja do outro, faz toda diferença… 

Valsinha

(Vinicius de Moraes – Chico Buarque)

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

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Dois vídeos interessantes:

. Instrumental – violão. Arranjo de Marco Pereira e executado por César Amaro

. Com letra e música – emocionante!!!

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